quarta-feira, novembro 29, 2006

Devolva

Devoro minha alma
envolta em sentimentos
vermelho por mim escorrendo
ouço as últimas batidas
lamento agonizante
violento no último momento
amar quando se está morrendo

meu
espirito
urra

cadeia de eventos
ocorridos e ocorrendo
razão deslocada
ação atrapalhada
coração morto
antes aqui batia
ontem foi espancado

Ilusão

Minto
escondo

disfarço
escapo


situação
única
ação


meu
ato
ou
...

Me ensina

Minhas terras se estendem por todo este coração
extensão variável de comprimento infinito

fazenda de sentimentos
alguns mais cuidados que outros
carinho é adubo do crescimento
amor é produzido em abundância

ao amanhecer todos sentimentos se aquecem ao sol
com o cair da noite eles se encolhem
resignados com a escuridão
espantados com o frio
deitam encolhidos
inseguros de seus destinos
tragédia que aguarda
aqueles fracos sentimentos
razão estranguladoramente daninha

qualquer duvida a razão corta
um mal que vem pela raiz
estrangulando os sentimento

poder da razão sobre os sentimentos
outrora salvadora agora razão ceifadora
senhora do corpo
sozinha no coração
onde não é seu domínio

tempos de escuridão
esperança de logo clarear

amor morreu
morto está
amar nasceu
ressurgido está